Os textos a seguir são de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas ou com fatos reais terá sido mera coincidência. Especialmente com você.

domingo, 25 de julho de 2010


E de repente, você conhece alguém, que passa a fazer parte da sua vida, e mais rapido do que começou, isso termina, e você percebe que nunca gostou de alguém como gosta desse alguém, e ele te faz falta, muita falta, e vocês nao vão mais ficar juntos. Você sai com outras pessoas, pra tentar esquecer, e quase consegue, pra depois perceber que uma pessoa nao te faz esquecer outra, e as coisas perdem meio que seu sentido essencial, e você quer ir nos lugares que esse alguém vai estar, mas ao mesmo tempo, tem medo de vê-lo. É uma necessidade que ao mesmo tempo é um pavor. E voce pensa em se declarar, de novo, mas hey, ele ja sabe. E você descobre que beijar bocas aleartórias não tem mais a minima graça e os programas que você adorava, ja nao te divertem, e que tudo, exatamente tudo, vai te lembrar o que voce mais quer esquecer e ao mesmo tempo, o que você mais deseja lembrar.E por fim, descobre que seu quarto, de porta fechada, é o melhor lugar do mundo.

domingo, 18 de julho de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

" De saco cheio de promessas baratas. De bocas aleatórias. De pessoas que nada sabem a seu respeito. De carinho com muita mão e pouco sentimento. "

e de novo, uma postagem antiga, faz sentido.

Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo. 
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: 
pularia pelada de bungee jump. 
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer 
espírito. 
Mas amor não se pede, imagine só. 
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso. 
Ei, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. 
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. 
Amor não se pede, é uma pena. 
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. 
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. 
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? 
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. 
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. 
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. 
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. 
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. 
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. 
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais.
São tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. 
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. 
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. 
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. 
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. 
É triste lembrar como eu ria com ele. 
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? 
Ele sabe, ele sabe.