Os textos a seguir são de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas ou com fatos reais terá sido mera coincidência. Especialmente com você.

domingo, 2 de maio de 2010

Um dia de domingo

Eu preciso te falar, te encontrar de qualquer jeito. Pra sentar e conversar... Depois andar de encontro ao vento. Eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia. Eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo. Te encontrar num sonho lindo. Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido, eu preciso descobrir a emoção de estar contigo, ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer como um dia de domingo... Faz de conta que ainda é cedo, tudo vai ficar por conta da emoção. Faz de conta que ainda é cedo e deixar falar a voz, a voz do coração.

E daí se vai pra onde?

As pessoas seguram uma risada quase de pena. Mas se ele nem morava aqui, mas se ele não ficou mais do que uma semana com você, mas se já faz tempo que ele se foi, sem nunca ter sido. Então o quê? Nem eu sei. Mas sei da minha enxaqueca que já dura uma semana. Latejando sem parar. O coração que subiu nos meus ouvidos. Gritando que sente falta e pronto. Eu sinto falta de ligar o celular, depois do avião aterrissar, e ter uma mensagem sua dizendo que vai dar tudo certo. E sorrir mesmo estando numa fila gigantesca para o táxi, embaixo daqueles 78 graus do Rio de Janeiro. Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de fila. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo. Eu sinto falta de querer fazer amigos em qualquer festa, só pra conhecer gente estranha e te contar depois. Agora, eu fico pelos cantos das festas. Voltei a achar todo mundo feio e bobo e sem nada a dizer. Porque eu acho que estava gostando mais das pessoas só porque te via em tudo. Agora as pessoas voltaram a me irritar. E eu voltei a ter que fazer muita força pra sair de casa. Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?
Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo. E daí se vai pra onde?

Three reasons why I told you that our story had to end like this, for a happy ending be better. If our life was still not equal to something outside the normal, unable to grow, with only one chance to live.

sábado, 1 de maio de 2010

No fim tudo dá certo, se ainda não deu certo, é porque não chegou ao fim. Acredite. Nada é tão ruim que dê sempre errado, nada é tão bom que dê sempre certo. Ninguem é tão desprovido de massa encefálica pra fazer tudo dar errado sempre, ninguém é tão sortudo pra fazer tudo dar certo.
Se você acha que tudo está dando errado, que tal olhar as coisas por outro ângulo? Só porque não está acontecendo do jeito que você quer, não significa que está dando errado.

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Desde sempre escutamos falar do amor. Mas o que é o amor? Ultimamente, ‘eu te amo’, é que nem bom dia. Malditos sites de relacionamento, maldito MSN. Conhece-se alguém hoje, e amanha já deixa um depoimento falando que ama. Mas não, o amor não é isso. O amor não é instantâneo. A humanidade está com sede de amor, de amor verdadeiro. Amor de todos os tipos. Incondicional. Seja amor de amigo ou aquele que os familiares não dizem. Mas, principalmentee, o amor Eros, aquele pelo sexo oposto. Aquele que te anula, que faz você perder a cabeça. É quando há reciprocidade. Quando um simples abraço gera um arrepio, um sorriso acelera o coração, que bate mais lenta e rapidamente ao mesmo tempo. Quando palavras são dispensáveis, pois os olhos falam por si só. E o corpo? Ah, o corpo. Esse insiste em nos delatar a todo tempo, quanto mais a mente tenta ser racional e não fazer loucuras, o corpo faz exatamente o contrario, deseja, incendeia.
Mas a banalização entre os sexos, o “ficar”, a falta de compromisso, elimina, erradica, esse sentimento que é a base da nossa existência. O ‘ amar ‘, vira ‘gostar’. O amor não surge, tem que ser construído, e construído aos poucos, para ter uma base sólida. O gostar não, ele aparece de repente, junto com a afinidade, e com a mesma rapidez que ele surge, ele some.
A falta do sentimento verdadeiro está chegando a um ponto tão extremo, mas tão extremo, que até o oposto do amor está em extinção. Assim como as pessoas não tem tempo nem seriedade para amar, não têm para odiar também. Com o ódio, você perde horas pensando, perde noites, fica indignado. Mas pelo menos se lembra da pessoa. Hoje, ninguém mais odeia ninguém, falta tempo para isso, falta disponibilidade. O ódio foi substituído pela indiferença. Indiferença. O sentimento mais terrível, mais destruidor, que alguém pode sustentar. O que é a indiferença? É nada. A pessoa vira um nada pra você. Tanto faz se ainda vive, se comprou um carro, se está triste, se está com um novo amor. Seria ótimo pro indiferente se fosse simplesmente isso, se deletasse a pessoa da memória e todos os problemas se resolvessem com o esquecimento. Mas felizmente pro resto da humanidade, existe a lei da ação e reação. Tudo que vai volta.
Sempre há mais de um caminho, sempre há mais de uma opção. Basta olhar com calma. Somos autores do nosso destino.

ele é só um cara é só um cara. e quer mesmo saber ? é um cara como todos os outros caras. esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. o mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. ele estava ali o tempo todo, e não estava. ele é só um deles. vários, uma legião, e ninguém mais. é só um cara e não a sua vida. e não todos os dias da sua história, e não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. ele não é o destino. é um cara. existem muitos destinos. ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. não sabe sangrar, não sabe que nome daria a um filho, não pode ficar mais tempo. ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou, e perdeu. ele é só um cara. e você já esqueceu outros caras antes.

E o tempo passa, e cada vez mais eu te quero. É com você que eu espero encontrar em meus sonhos a cada vez que deito a cabeça no travesseiro, o brilho dos seus olhos, seu sorriso... Um desejo insano. Meus pensamentos em você me fazem nunca desistir, me fazem esquecer tudo que passou, e sonhar. Fazem-me ser eu mesma, arriscar sem medos, pois por maior que seja o tombo, tenho você. E isso basta. É você que me fortalece todos os dias. Talvez eu não te tenha como você me tem, mas isso realmente não importa, ou talvez importe por alguns instantes, mas seu sorriso me faz esquecer esse mero detalhe, me faz viajar, acreditar que contos de fadas podem não existir, mas que existe alguém feito pra gente, como um príncipe encantado, com o dom de fazer nosso coração bater lento e rapidamente ao mesmo tempo...