Os textos a seguir são de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas ou com fatos reais terá sido mera coincidência. Especialmente com você.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O mundo precisa de sorrisos. Sorrisos que vem sem pedir. Inesperados. Sinceros. O sorriso dispensa palavras. Portanto, sorria. Isso basta.

segunda-feira, 3 de maio de 2010


E depois de tanto tempo você ainda me faz falta. Faz falta, porque todos os nossos momentos estão gravados em mim. Como num filme. E como num filme, ainda espero você chegar, com um sorriso bobo, e dizer o quanto precisa de mim. Mais então, eu lembro que isso não é um filme, eu não sou uma princesa, nem você um príncipe. Isso é a vida real. Então me vem aquele aperto, aquela vontade de chorar. E eu lembro que a gente não mais se fala, não mais se beija. Então eu sinto aquela saudade no peito. Aquela saudade gostosa de tudo que já se foi e não volta mais. Mas a vida é assim. A gente não cresce pra viver as mesmas coisas. E a vida continua.
Eu não queria me sentir assim. Sinto falta dos teus braços, dos teus abraços. Das palavras sussurradas ao pé do ouvido. Do seu toque, arrepio. Dos sorrisos, das noites estreladas na rede, das viagens, dos jantares e de tudo que não vivemos. Agora tudo perdeu um pouco do seu sentido essencial. Eu não quero pedir nem cobrar nada. Apenas te lembrar, da bagunça que ficou quando você foi embora. O quão rápido fui substituída, foi como um tapa no rosto. Eu só queria lembrar de quando você disse que eu o teria pra sempre. E toda vez que eu arranho minhas unhas nas costas de outro alguém, eu espero que você sinta. Você pode sentir?
"Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:
pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer
espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais.
São tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe. "

Gabi Marcedo

domingo, 2 de maio de 2010

Um dia de domingo

Eu preciso te falar, te encontrar de qualquer jeito. Pra sentar e conversar... Depois andar de encontro ao vento. Eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia. Eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo. Te encontrar num sonho lindo. Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido, eu preciso descobrir a emoção de estar contigo, ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer como um dia de domingo... Faz de conta que ainda é cedo, tudo vai ficar por conta da emoção. Faz de conta que ainda é cedo e deixar falar a voz, a voz do coração.

E daí se vai pra onde?

As pessoas seguram uma risada quase de pena. Mas se ele nem morava aqui, mas se ele não ficou mais do que uma semana com você, mas se já faz tempo que ele se foi, sem nunca ter sido. Então o quê? Nem eu sei. Mas sei da minha enxaqueca que já dura uma semana. Latejando sem parar. O coração que subiu nos meus ouvidos. Gritando que sente falta e pronto. Eu sinto falta de ligar o celular, depois do avião aterrissar, e ter uma mensagem sua dizendo que vai dar tudo certo. E sorrir mesmo estando numa fila gigantesca para o táxi, embaixo daqueles 78 graus do Rio de Janeiro. Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de fila. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo. Eu sinto falta de querer fazer amigos em qualquer festa, só pra conhecer gente estranha e te contar depois. Agora, eu fico pelos cantos das festas. Voltei a achar todo mundo feio e bobo e sem nada a dizer. Porque eu acho que estava gostando mais das pessoas só porque te via em tudo. Agora as pessoas voltaram a me irritar. E eu voltei a ter que fazer muita força pra sair de casa. Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?
Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo. E daí se vai pra onde?

Three reasons why I told you that our story had to end like this, for a happy ending be better. If our life was still not equal to something outside the normal, unable to grow, with only one chance to live.

sábado, 1 de maio de 2010

No fim tudo dá certo, se ainda não deu certo, é porque não chegou ao fim. Acredite. Nada é tão ruim que dê sempre errado, nada é tão bom que dê sempre certo. Ninguem é tão desprovido de massa encefálica pra fazer tudo dar errado sempre, ninguém é tão sortudo pra fazer tudo dar certo.
Se você acha que tudo está dando errado, que tal olhar as coisas por outro ângulo? Só porque não está acontecendo do jeito que você quer, não significa que está dando errado.